Imagine, em pleno sertão baiano, em uma região agreste, porém bela, onde predomina a falta d´água, encontrar cidades como Cipó, estância hidromineral que mais parece oásis. Esta cidade assemelha-se a bonitos jardins que emergem em plena caatinga, como uma dádiva para aqueles que procuram se refugiar em locais agradáveis, próprios para o turismo. Situada à margem direita do rio Itapicuru, Cipó fica a 242 km de Salvador, no nordeste baiano, e ainda guarda resquícios de tempos áureos, da década de 50, época dos cassinos que impulsionaram por algum tempo o turismo na região. A importância desta estância no cenário nacional pode ser avaliada com a inauguração do Grande Hotel Caldas de Cipó. Empreendimento grandioso que até hoje chama a atenção pela imponência de sua arquitetura, o hotel levou oito anos para ser totalmente construído e foi inaugurado em 24 de junho de 1952, pelo então presidente da República Getúlio Vargas.

Fonte: http://www.visiteabahia.com.br/

terça-feira, 24 de maio de 2011

A CONQUISTA DE UM HOMEM! A PRIMEIRA VIAGEM DE CARRO AO NORDESTE DA BAHIA!

“RAID” Ao Cipó Em Automóvel

Na foto de cima pode-se observar o primeiro automóvel a vim ao nosso município.
O título a primeira vista pode parecer estranho à maioria, mas justifica-se pela aventura, empreendimento, engajamento, disposição e outras inúmeras qualidades que podem ser agregadas ao Cirurgião baiano DR. Genésio Salles em sua primeira viagem de automóvel a Cipó em 1926, abaixo irei transcrever toda a narrativa contida no “Guia Termal do Cipó” do General José de F. Lobo sobre essa Viagem, garanto que é uma excelente história:   
... Aos 13 de Julho de 1926 o “Diário de Notícias” da Bahia divulgava a tentativa dos bandeirantes do Cipó de realizarem a primeira viagem em automóvel, partindo da cidade de Cajueiro(acredito que era o antigo nome de Alagoinhas) como o fizeram em carro de boi.

Mais uma vez o ilustrado cirurgião baiano Dr. Genésio Salles em companhia do Sr. Francisco Ribeiro Pacheco, proprietário da Garage Elite e dois garimpeiros contratados, num gesto de desprendimento e numa batalha decisiva, resolvem demonstrar aos poderes públicos que se podia construir uma rodovia até Cipó, aproveitando, em grande parte, aquela que a natureza oferecia.

Decisão tomada, disposição  de  espírito  e corpo alicerçadas na convicção da vitória do  “Raid”, servem-se  de  um  “Cleveland”  de 45.H.P.  e  transportam-no,  por via férrea,  para o  cajueiro, ponto de partida da nova e arrojada  excursão.

O arraial do Cipó situado entre dezoito léguas de Cajueiro e vinte de Barracão, ambos à margem da Estrada de Ferro Leste Brasileiro, começa a viver os seus primeiros dias de esperança e de futuro pela persistência ininterrupta de um só Homem: Genésio Salles. Para ele não há obstáculos, nem mesmo o tempo, apenas um firme propósito o anima em provar que a natureza deu a estrada e exige do homem que a aperfeiçoe, para o uso dos homens e gozo das águas, cujas virtudes medicinais e curativas toda a zona exaltava e a fama se propagava.

Partindo de Cajueiro a 14 de Julho para Villa Rica, Boa Vista, Mucambo (acredito que era o antigo nome de Olindina), Payayá e Soure, no dia imediato atingia Cipó. Não foi sem tormentos que venceu com seus companheiros tão longa travessia sob o fogo intensíssimo das areias escaldantes e, por vezes, a lama dos invernos do sertão. Também não faltaram as apostas vultosas de tabaréus e outros de que o ousado excursionista não lograria êxito. A prova era tão convincente, que as primeiras nove léguas o bravo “Cleveland” correu a 80 km/h. Era o sinal da odisséia... e a caatinga virgem foi a derivante de que serviram os viajantes, tendo como bússola as árvores de maior porte, para se livrarem dos tocos, barrancos, sulcos profundos e outros obstáculos que entravam o percurso das nove léguas restantes.

Entre a agressão dos vegetais cobertos de espinhos, a lombada dos barrancos mais altos, muitas vezes sentiram os viajantes que o bravo “Cleveland”, como se fora um árdego esquipador da zona, empinava-se todo como se pretendesse saltar ou atirar longe seus ocupantes, procurando vencer a rudeza da primitiva estrada. Em luta constante com a natureza bruta, estava a máquina de tão complexa e delicada concepção mecânica. Mas a “estrada inimiga”, como a chamou o próprio Dr. Genésio Salles, que os forçara a entrar na caatinga, foi corajosamente enfrentada em seu matagal cerrado.

Finalmente, sob mil e um tropeços e perigos, viram os tabaréus, entre atônitos e pálidos, um automóvel em sua região a causar-lhes tanto pavor... Mas uma légua antes de Mucambo, a viagem começa a enfrentar peripécias inesperadas da rude estrada natural; entretanto conseguem chegar a Payayá, onde pernoitam com as mãos calosas e o corpo estafado do árduo trabalho de deslocamento e remoção de tudo quanto entravava a marcha do mais valente dos companheiros: o “Cleveland”. Não obstante o povo da zona profetizam que do Payayá a Soure os viajantes não venceriam a estrada, com o concurso dos moradores, que receberam os excursionistas com excepcionais homenagens e sob as melodias da filarmônica local, bombas e foguetes, o percurso foi realizado com os obstáculos anteriores e já citados. Convém destacar aqui a ruidosa homenagem prestada ao Dr. Genésio Salles em Soure, que tanto contraste oferecia com a tristeza que dominava a cidade àquela época. E o “Cleveland”, pela primeira vez, adornou-se de folhagens e de flores do sertão, como se fora um príncipe sob carícias da Corte.

Daí a marcha vitoriosa para Cipó em seu longo trecho arenoso. Muitos habitantes da zona receavam o insucesso da viagem, por isso alguns os acompanharam a cavalo como vigilantes e prontos a socorrê-los. A não ser por duas vezes, foi necessário o auxílio destes espontâneos companheiros. O “Cleveland” não respeitou o areal, que tanto atemorizava naquela época construtores de estradas e viajantes. Trepidando e retorcendo-se sob a pressão do motor em velocidade cumpria o “Cleveland” galhardamente a missão, chegando ao Cipó sob as mais empolgantes demonstrações de apreço, alegria de sua população, o estourar dos foguetes e as melodias da infalível filarmônica. Banhistas e povo associam-se e prestam expressiva homenagem aos excursionistas num banquete de cinqüenta e cinco talheres, além de muitas outras residências particulares, prolongando as festividades e as provas de carinho ao seu grande benfeitor e desbravador, o Dr. Genésio Salles.

Para que se perpetuasse o grande feito, ofereceram uma placa de mármore comemorativa do 1º “raid” de automóvel ao Cipó. E os atoleiros, e as areias, e os tocos, e a estreiteza da estrada, a caatinga, foram vencidas para implantar em Cipó, uma nova Civilização através do destemor de quatro homens que se internaram na mata confiantes no automóvel e disposição de ânimo inquebrantável. E, como bem diz Genésio Salles: “ a pericia e a coragem dos viajentes foram postas a serviço da Civilização”. E para que se não diga haver exagero nesta narrativa, poderão os leitores consultar nas bibliotecas ou nos arquivos das Redações da imprensa o que disseram naquela época, pois citamos neste trabalho a data inicial da excursão, sendo o jornal “A Tarde” de 27 de julho de 1926 um ponto de partida, a fim de que sintam as emoções que dominaram o público baiano ante o audacioso empreendimento.

A posição do automóvel, na fotografia que ilustra a reportagem a que aludimos é um flagrante que indica os riscos por que passaram os seus passageiros, e o quanto souberam suportar, resignadamente.

E foi assim que se traçou a moderna rodovia que hoje serve ao Cipó, Paulo Afonso e Municípios intermediários. Seria demasiado neste trabalho enumerar ou rememorar todos os detalhes ou obstáculos vencidos para realização dessa primeira viagem em automóvel ao Cipó, todavia a imprense de Salvador e outros Estados registraram-na com especial carinho em extensos noticiários, celebrando, também, o primeiro “raid” em automóvel como o fizeram com a primeira viagem em carro de boi.
De regresso, os excursionistas mudam de rumo...

Genésio Salles, os seus companheiros e o valente “Cleveland” não se deram por vencidos para alcançarem Cipó. Novamente irmanados, indomáveis, tornam a desafiar a selva agressiva e o chão traiçoeiro da região. Eram homens destemidos, fortes, a dominarem a fortaleza sertaneja dos tabuleiros. Sem desânimos, investem para a Capital na manhã de 12 de Agosto de 1926, embarcados no fiel e valoroso “Clevaland”.

O intinerário foi: Cipó – Nova Soure – Manga – Serrinha.

Rumando para Tanque e daí para Manga, lugar sem água e sem habitantes, foram dez léguas por tabuleiro de areia. Patinando o “Cleveland”, por vezes empurrado (Ver “A tarde” de 26-8-1926), foi com doze garrafas d’águas “Salutaris” que o autmóvel venceu quatro léguas, devido a um acidente provocado por um toco, que lhe abrira a torneira do radiador naquelas paragens sem água. É possível que outro motor ou automóvel já tenha bebido água mineral, mas do nosso conhecimento este é o primeiro. A seguir perde-se o bujão do tanque de óleo e um capuco de milho substitui tão importante peça. Por outro lado, o óleo de rícino substitui o óleo derramado! Mais adiante, arromba-se o tanque de gasolina, porém o massapé encarrega-se de obstruí-lo...
Agosto é o mês das chuvas no sertão; estas impedem a viagem e obrigam a uma estada de cinco dias na Fazenda do Sr. Antonio Freitas, para poderem vencer as quatro léguas restantes até Serrinha porque a estrada de massapé e lama atolam os próprios animais até o ventre. Essa travessia é de todas a mais trágica, tais as peripécias narradas no jornal aludido. Cerca de 50 garimpeiros, armados de cordas pás, enxadas e tábuas acompanhavam o automóvel, prestando os melhores serviços. E o resumo dessa memorável tentativa foi quase o aniquilamento do melhor companheiro da jornada: - o “Cleveland”.

Desta experiência evidenciou-se a praticabilidade da construção da rodovia que hoje serve ao Cipó em majestoso traçado e moderna pavimentação com extensas e lindas retas e bem traçadas curvas.                                                                                                                                   
Esforço e abnegação constituem o merecimento de Genésio Salles, provando à sociedade que a estrada já existia, pelo que lançou-se à sua exploração, e a sua própria custa, a fim de convencer o Governo da Bahia da sua necessidade e fácil construção. Desta iniciativa corajosa e desinteressada atingiu Cipó ao clima de progresso que hoje assistimos, e conquistou o título – Estância Hidro-mineral. E a ninguém mais deve Cipó o seu progresso do que ao emérito cirurgião e clinico Dr. Genésio Salles, porque só a sua persistência deixou de ser a esquecida vila das águas virtuosas.

Foi, portanto, ele quem fez a construção da primeira estrada de rodagem numa extensão de 114 km, e uma ponte sobre o rio Inhambupe, de quase 70 metros, auxiliado por dois fazendeiros, além de ter sido o primeiro a organizar a primeira empresa de transporte, contituida de quatro automóveis “Chevrolets” para passageiros e dois caminhões de carga. Denominou-se “Empresa Rodoviária”, que ficou pertencendo a ele e o tráfego assegurado entre Alagoinhas e Cipó, em 4 horas e 45 minutos de viagem.
Este benefício era a tentativa do quinto concessionário das águas do Cipó e somente ele conseguiu transformar a região de belas matas, habitantes amáveis e opilados, em um centro de saudável repouso e progressista. Em 1927, surge em Cipó o seu primeiro hotel o Hotel Termal, e logo depois o Radium Hotel, ambos propriedades do infatigável amigo da região e clinico caridoso. Não é possível que o povo de Cipó esqueça em qualquer tempo o seu maior benfeitor, o homem que tanto deu do seu coração e da sua ciência à sua população. E Cipó durante longos anos só contou com um empreendedor: Genésio Salles, cujos haveres e proficiência médica deu por inteiro, devotamente, ao progresso de Cipó.
E o Cipó de hoje outra coisa não é senão o retrato fiel de Genésio Salles, o seu desbravador e pioneiro indormido. E, assim, repousa à margem direita do rio Itapicuru a rainha dos milagres do sertão, abraçada pela imensidão dos tabuleiros que a circundam e apertam-na no infinito de um panorama cizento, que se descortina ao descer a estrada em ladeira ígreme que conduz ao tesouro líquido.
E as baraúnas e aroeiras saúdam alegres o viajante ao tempo em que uma suave brisa se espalha em leve movimento pelo espaço, e a limpidez dos céus ilumina as clareiras silenciosas em que se distendem...
O que é certo, porém, é que a fama das águas do Cipó ainda desafiará a ciência e os homens por longos anos, porque a fonte é exclusivamente medicinal e não utilitária, comercial.
Três frondosos e majestosos tamarindeiros, possivelmente mais que seculares, dois pés de cajaranas, umas dez casas, eram o traço característicos que embelezava o antigo arraial do Cipó, além do velho e indefectível barracão da feira. E o sinal cristão adornava-lhe, também: uma capelinha abandonada...
E ai está um resumo do Cipó antigo. Hoje, Cipó é uma grande cidade.

Por General José de F. Lobo
Fonte: http://cipoparaisotermal.blogspot.com/   (amigo Lauro) Postagem: Flavinho Leone

segunda-feira, 23 de maio de 2011

FOTOS ANTIGAS DE CALDAS DE CIPÓ

Arquivo: Prof° Evandro Góes (Álbum Picasa)

Click na Foto

sábado, 14 de maio de 2011

CALDAS DE CIPÓ NA REVISTA CARTA CAPITAL

Provavelmente, ninguém em Caldas do Cipó, plantada no semiárido da Bahia, lê a revista CartaCapital. Ela mal chega a Salvador, distante 242 km. Entretanto, a jornalista Cynara Menezes assina reportagem belíssima intitulada “Notícias de lugar nenhum”. Ela conta a história do mitológico Grande Hotel Caldas de Cipó, 80 quartos, seis andares, inaugurado em 1952 pelo presidente Getúlio Vargas. Depois de várias tentativas de reinauguração, a esperança ressurge: o PAC das Cidades Históricas reservou R$ 35 milhões para a restauração do monumento art déco que poderá se transformar num hotel-escola do Senac, e sediar o Campus do Semiárido, da Universidade Estadual da Bahia (UNEB).

CartaCapital (de 4 de maio, nas bancas) pesquisou fundo para resgatar a história do antigo balneário de águas termais, sulfurosas, radiativas, ricas em cálcio, magnésio e lítio, de grandes efeitos terapêuticos, numa época em que os antibióticos não tinham ainda se popularizado. Nasceu como Vila do Cipó, depois batizada de Mãe D´Água do Cipó e, em 1935, já transformada em estância hidromineral, Caldas do Cipó. Hoje simplesmente Cipó, com pouco mais de 15 mil habitantes, uma população que pouco usufruiu dos tempos gloriosos do balneário, que teve seu auge nos anos 1930 e 1940.

A reportagem lembra da chegada do presidente Getúlio Vargas, em 1952, com o governador Régis Pacheco, o então senador Assis Chateubriand, o vice-presidente Café Filho e nada menos que o escritor Guimarães Rosa, autor de “Grande Sertão:Veredas”, obra-prima da literatura brasileira. Também lembra que a glória de Caldas do Cipó duraria pouco, com a proibição do jogo, em 1946, por Eurico Gaspar Dutra. Na verdade, Vargas e Régis Pacheco inauguraram com pompas, “um dos maiores elefantes brancos da história do Brasil”.

O PAC das Cidades Históricas projeta restaurar o que sobrou do maior conjunto urbanístico em estilo art déco do Brasil: o Grande Hotel Caldas do Cipó, o prédio da Prefeitura Municipal e o Radium Hotel, que seria transformado em Centro de Convenções. Só tem um probleminha. Como a prefeitura municipal anda às voltas com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), quem vai garantir que as verbas do convênio serão efetivamente empregadas na restauração do conjunto? Há precedentes trágicos. O falecido ACM (sempre ele) enterrou gordas verbas ali em 1980 e em 1990. Reinaugurou até o velho aeroporto com promessas de um turismo que nunca veio.

As tentativas governamentais falharam num ponto. As restaurações sempre miraram no turismo, nunca na população local, uma doença histórica da gestão pública no Brasil e bastante aguda na Bahia. Nos tempos áureos, usineiros ricos de Alagoas e Pernambuco chegavam com suas famílias para curar doenças e se aventurar nas rodas do cassino. Pouco sobrava para os nativos. Quem sabe que a receita do ex-presidente Lula faça renascer Cipó, não mais para turista ver, mas com uma universidade voltada para a população do semiárido baiano, com seus mandacarus, a cultura do sisal e...conhecimento.

Fonte: Jornal Grande Bahia - Materia: Oldack de Miranda - Jornalista, escritor (foi co-autor do livro biográfico Lamarca, Capitão da Guerrilha), é Assessor de Comunicação e Ouvidor Especializado do DESENBAHIA – Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A. Publica diariamente textos jornalísticos e artigos no blog Bahia de Fato. Postagem: Flavinho Leone

Vê reportagem de Cynara Menezes na íntegra:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/noticias-de-lugar-nenhum

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A IMAGEM INTERNA





http://odarabbcnourecruz.blogspot.com
"Esse é o blog dos pensamentos, visões, lembraças e imaginário de Nori Cruz. Faça uma visita e ao som de Sertões Sertões de Wilson Aragão mergulhe em um universo paralelo onde Caldas de Cipó nos orgulha de sermos como somos."

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Uma das minhas grandes paixões, ainda é o Radium Hotel de Caldas de Cipó, 240 km de salvador e, o que está ou estava lá dentro.
Na parte do hotel, cada azulejo português, a linda estátua, os talheres, o piano, enfim, o ambiente todo modernista, estilo art déco, é uma parte da cultura cipoense que é alheia, inclusive aos estudantes da região, que muito necessita de temas para artigos, monografias e afins...
Não imaginam quantos na hora do sufoco, me procuram ou ao professor Evandro, para falar de Cipó. Este, dos tempos clássicos do Cassino, Radium Hotel, Getúlio Vargas, banhistas e, em mim, a procura por fatos antecedentes a este período, nas raízes afrodescendentes das áreas ribeirinhas do Itapicuru, bem como o próprio tempo e, em linhas gerais, a história do município, como um todo.
Falar em cassino, após a tristeza da Família Salles ter deixado a cidade que praticamente foi um presente dela, que ainda através de mim, deu o terreno ao lado do Grande Hotel à prefeitura para a construção da Casa da Cultura Genésio Salles.
De tudo, foi aproveitado apenas a movimentação da época do Cine Leone que, nos períodos fora de amostras de filmes, servia como bar e o grande snooker, lindos quadros e o salão encerado, ainda se podia passar, entrar, tomar o refrigerante crush e viver cada ponto de cultura, ali existente.
Também, hei de se falar que, segundo os mais velhos e, acho que é lenda, duas estátuas que se encontravam ao lado, seriam de moças xingadoras dos pais. São apenas lindas estátuas no estilo antropozoomórfico e uma terceira em homenagem ao primeiro automóvel que este em Cipó, servindo de "santo casamenteiro".

Também dizem que antes do Radium Hotel, tinha uma igreja e que lá, um boi entrou e encheu de sangue e, as coisas do município, envolvendo política, religião, artes e afins, só melhorariam quando o Rio Itapicuru enchesse e chegasse ao local do sangue do pobre boi.
Foi assim mesmo? Do jeito que está o rio... Coitado!

O pior de tudo é que entra ano e sai ano e o Radium Hotel já está nascendo árvores em suas paredes, não precisando de profecia para anunciar que em pouco tempo, infelizmente, estará uma placa por lá: "Vende-se este lote... Sem entulhos!"



Fonte: http://www.odarabbcnourecruz.blogspot.com/ postagem: Flavinho Leone

domingo, 23 de maio de 2010

IGREJAS


Esta era a Igreja Matriz de Caldas de Cipó (Orgulho de todos)



A igreja antiga foi destruida para construção desta, exatamente no mesmo lugar.
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Tambem não sei.
Inventem um termo ai.
Para mim foi sacrilégio(profanação das coisas sagradas)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ESCOLINHA DA PROFESSORA LELA 1982 (eu acho)


Turma da Escolinha da Profª Lela. "Os Smurfs"
Click na imagem para vê os "figuras" de perto...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

LEMBRANÇAS DO GRANDE HOTEL DE CIPÓ

No Blog do Mário Quertez da Rádio Metropole em Salvador, estava postado as 2 seguintes matérias:


Meus arquivos impagáveis I


Quarta-feira quase oito da noite. Vocês acreditam que em 1952 o então presidente Getulio Vargas, inaugurou o Grande Hotel de Cipó, em uma estancia hidro mineral que fica a pouco mais de 200 quilômetros de Salvador? Nem em Salvador, nem em todo o nordeste, tinha um hotel com tal luxo e conforto. Durante anos funcionava um cassino, que era explorado por Agenor Pita Lima, que era o barão do jogo do bicho na Bahia. Todos os anos, no mes de julho, Cipó ficava lotada e eu ia com meus pais e meus irmãos. Hoje, virou ruinas, ou quase. Varias foram as tentativas foram feitas de recuperação, mas nada adiantou. Segue a foto do hotel.





Meus arquivos Impagáveis II


Este era o Grande Hotel de Cipó, inaugurado pelo presidente Getulio Vargas, tinha cassino, águas e banhos termais e, durante muitos anos foi o melhor hotel da Bahia. Em Salvador não tinha um hotel da categoria dele. Eu ia com meus pais, todos os anos no mês de julho. Vinham pessoas de todo o nordeste brasileiro, embora as estradas fossem precárias.




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Fonte: Blog de Mário Kertesz Fotos: (arquivo Flavinho Leone)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ASSIS CHATEAUBRIAND, GUIMARÃES ROSA E CALDAS DE CIPÓ

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand, ou Chatô foi um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e 1950, se destacando como jornalista, empresário, mecenas e político. Foi também advogado, professor de direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

João Guimarães Rosa, mais conhecido como Guimarães Rosa foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.

No ano de 1952, Rosa é convidado por Assis Chateaubriand para, na condição de líder de vaqueiros, para receber o Presidente Getúlio Vargas num gigantesco encontro de “encourados”, o que vinha a atestar o sucesso do projeto deliberado de aderir à imagem de escritor a figura do vaqueiro. Observemos a carta de Rosa ao pai, Florduardo, relatando o inusitado evento:

Em Caldas-do-Cipó, pude ver reunidos – espetáculos inéditos, nos anais sertanejos e creio mesmo que em qualquer parte – cerca de 600 vaqueiros autênticos dos “encourados”: chapéu, guarda-peito, jaleco, gibão, calças, polainas, tudo de couro, couro de veado mateiro, cor de suçuarana. /.../ Fui com Assis Chateaubriand, que é o rei do (sic) entusiastas, e tive de vestir também o uniforme de couro e montar a cavalo (num esplêndido cavalo paraibano), formando na “guarda vaqueira” que foi ao campo de aviação receber o Presidente Getúlio Vargas. A mim coube “comandar” os vaqueiros de Soure e de Cipó (!).
(ROSA, 1983, p. 171-173)

FOTO DE GUIMARÃES ROSA MONTADO A
CAVALO EM FRENTE AO GRANDE HOTEL

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PONTOS TURÍSTICOS

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Confira as fotos!

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Caldas de Cipó é muito conhecida pelas suas águas termais, o Grande Hotel (inativo),O Balneário (coberto pelo mato) entre outros. Além das águas termais, nossa cidade é abençoada por outras águas. Esquecendo um pouquinho da água que chega aos lares cipoenses (muito ruim), vamos apresentar uma outra cidade, conhecida por poucos. Muita gente conhece a praia do Mangue Seco, indo para o Amari, ou então a Bica do Curral Novo, só que no caminho para esses lugares temos verdadeiros oásis à beira do rio Itapicurú, como a ponte quebrada, localizada a uns 5 quilômetros do centro da cidade, construída nos anos 90 e destruída, em parte, pela força das águas, local propício para prática da pesca e do mergulho; 7 quilômetros depois, entramos na Roncaria, local paradisíaco com uma pequena queda d’água, sombreada por um paredão de árvores, inclusive com uma área de grama rasteira ideal para a prática de camping, mais 5 quilômetros depois da Roncaria temos a Bica do Curral Novo, lá você encontra o bar do Galego com uma cervejinha gelada e galinha caipira feita na hora. Vamos aproveitar o que a natureza oferece, sem destruí-la. Preserve o meio ambiente, seus filhos e netos agradecem.

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Matéria: Flávio Leone / Fotos: www.arildoleone.com